O Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE) prendeu o diretor da Cadeia Pública do Capão Grande, Rodrigo Lara da Silva, por exigir vantagem indevida do fornecedor de alimentação aproveitando-se do exercício de função pública. O fato caracterizaria o crime de concussão.
Silva teria insinuado cobrar propina do fornecedor de alimentação da cadeia para não registrar uma falsa reclamação da qualidade da comida junto à administração do Sistema Prisional. Silva teria dito ao proprietário da Marmitaria Boa Esperança que os presos estavam descontentes com as refeições servidas.
Para coagir a vítima, ele teria sugerido que uma reclamação oficial poderia prejudicar o empreendedor. A vítima denunciou o fato ao Gaeco, que investigou Silva por cerca de dois meses antes de realizar o flagrante.
Após a prisão realizada ontem, por volta de meio-dia, o ex-diretor foi encaminhado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Verdão, em Cuiabá. Até o fechamento desta edição, ele ainda prestava depoimento ao delegado André Renato Gonçalves.
Silva foi exonerado ontem do cargo de confiança, que ocupava há cerca de dois anos, e seria encaminhado para um dos presídios da Capital após encerrar seu depoimento. Agora, a função será exercida provisoriamente por Pedro Pio, funcionário de carreira da Superintendência de Gestão de Cadeias do Estado.
Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Marmitaria Boa Esperança foi selecionada por meio de processo licitatório e há cerca de um ano é responsável pela alimentação de todos os reeducandos do Sistema Prisional em Cuiabá e Várzea Grande. No Capão Grande, a empresa fornece comida diariamente para 360 presidiários.
Fonte: Diário de Cuiabá
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Que este caso sirva de exemplo aos demais empresários que se sentirem coagidos a pagar propinas.