Ministério Público Eleitoral arrola credores da campanha de Alexandre Cesar como testemunhas

O Ministério Público Eleitoral arrolou credores da campanha do deputado Alexandre Cesar (PT) a prefeito de Cuiabá em 2004 como grande parte das testemunhas na ação penal em que o petista responde por prestação de contas falsas.

Entre eles está o marqueteiro Walther Dorighelo.

Além de Dorighelo, foram arroladas também como testemunhas os empresários Rodrigo Piovezan (que cobra dívidas pela produção dos programas de rádio e TV da campanha de Alexandre), Dalmi Defanti Júnior (proprietário da Gráfica Print) e Leonir Rodrigues da Silva Júnior (dono das empresas Maior Comércio e Serviços Gráficos LTDA e Gráfica Atalaia. O PT lhe deveria R$ 1,7 milhão na campanha).

Também serão ouvidos Kátia Auxiliadora Xavier (contadora da malfadada campanha), além de Júlio César de Oliveira e Sidnei Binder Damaceno. As oitivas das testemunhas ainda não foram marcadas. Alexandre também vai arrolar sete pessoas para se defender.

No caso de Dorighelo, o marqueteiro alega ter direito a uma dívida de R$ 600 mil com Alexandre, que teria pago somente R$ 99 mil. Ambos discutem o valor no Tribunal Superior Eleitoral (TST), já que o petista argumenta quebra de contrato e questiona o montante cobrado. Conforme A Gazeta revelou, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconheceu um crédito de apenas R$ 169 mil.

Durante depoimento prestado no último dia 29, Alexandre negou a prestação de contas falsas denunciada formalmente pelo MP junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Alega que as dívidas cobradas judicialmente e que não aparecem na prestação de contas da campanha a prefeito se referem à contabilidade do partido por causa de uma confusão contábil decorrente da orientação da direção nacional do PT.

Alexandre declarou à Justiça dívidas de campanha somente no valor de R$ 964 mil, mas o montante cobrado pelos credores chegaria a R$ 3 milhões. A diferença só veio a público após A Gazeta divulgar as discrepâncias e as ações judiciais que resultaram no indiciamento por parte da Polícia Federal e a posterior denúncia do então procurador regional eleitoral, Mácio Lúcio Avelar. A pena prevista para o crime é de cinco anos de reclusão e perda dos direitos políticos.

Fonte: Téo Meneses/GazetaDigital

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Meu Peixe já está achando que é quizila do MPE com o Alexandre César. Daqui a pouco vão pedir o seu impedimento como procurador… É, Alexandre pisou na bola ao fazer uma prestação de contas tão fajuta.

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